
Cartas
Lunares.
O seu guia por um mar de sentimentos, histórias e significados
Abra uma carta e deixe a voz guiar você.
“Neste programa, cada carta será uma constelação, que vai lhe guiar por um mar de sentimentos, memórias e significados. Um mar em que você pode mergulhar também. A profundidade das águas, já adianto, só depende de você. Mas as estrelas sempre estarão lá caso se sinta perdido.”
BRUNA SEBOLLELA · NARRADORACada voz,
um lugar para atracar.
As mesmas sete histórias do céu, reunidas aqui.
Abra uma carta para ouvir sua leitura na íntegra, com as trilhas e paisagens sonoras.

Deixe a narradora
guiar você.
Madeira que estala, ondas no casco, estrelas no horizonte. Bruna Sebollela conduz as cartas por uma viagem marítima imaginária.
Ouvir também no Spotify ↗Tudo começou
com uma carta.
O Cartas Lunares nasceu de uma oficina de roteiro criativo para podcasts, conduzida por Paula Gorini e Andriolli Costa no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro. Ao longo de quatro encontros, a leitura de cartas, a escuta de podcasts e os exercícios de escrita convidaram os participantes a explorar suas memórias e experimentar outras maneiras de narrar.
Nos encontros, os participantes experimentaram diferentes perspectivas: apresentar-se a outra pessoa, escrever como um objeto ou animal, imaginar o olhar de uma inteligência artificial e aproximar infância e vida adulta. Cada proposta ampliava as possibilidades de quem poderia escrever, para quem e a partir de qual tempo.
O quinto encontro aconteceu no estúdio do Laboratório de Podcasts Narrativos da UERJ, o Lunar. Ali, as cartas ganharam voz. Depois, música, ambientes sonoros e a condução de uma narradora reuniram essas histórias em uma travessia por diferentes espaços de memória e imaginação.
Mais bastidores no Lunar ↗

A carta como
encontro sensível.
No Cartas Lunares, a escrita íntima encontra a voz e a escuta. A oficina parte do método epistolar, desenvolvido por Gorini: escrever uma carta é imaginar um diálogo com alguém, mesmo quando esse destinatário é humano ou não-humano, está ou não presente, partilha contigo deste ou de outro tempo. A relação entre remetente e destinatário abre espaço para a intimidade e a fabulação.
Quando a carta se torna áudio, a memória ganha outras camadas. A voz, a interpretação e a sonorização participam da história. Quem escuta pode encontrar nesses registros algo de sua própria experiência; quem escreveu pode voltar a eles e reconhecer uma maneira passada de sentir e pensar.
Esse arquivo envolve escolhas. Escrever, gravar e editar também são formas de decidir como desejamos ser lembrados. As cartas celestes que orientavam viajantes inspiram, assim, outra navegação: um percurso por memórias e subjetividades. Cada carta preserva uma experiência singular e, ao ser escutada, abre essa experiência à partilha.
LEITURA COMPLEMENTAR SOBRE O MÉTODOMétodo Epistolar: a escrita de cartas como metodologia sensível de comunicaçãoPaula Gorini Oliveira · Radiofonias, v. 16, n. 2, 2025↗Trajetos para
encontrar outras histórias
Com as cartas gravadas, era preciso conectar todas elas em um programa com uma identidade coerente. Como reunir vozes, tempos e experiências tão diferentes em uma mesma travessia? O caminho surgiu durante o brainstorming para o nome do programa: Cartas Lunares remete às cartas celestes que guiavam os navegantes.
A carta celeste era uma representação do céu em uma superfície plana. Nela, era possível compreender o movimento dos astros e a localização de planetas e constelações. Ao relacionar o que viam no céu com o que estava desenhado na carta, os navegantes encontravam referências para seguir viagem.
Um guia para os momentos difíceis. Assim, esperamos, será também este podcast: uma representação do sentir dos seus participantes… mas em áudio. Cada história é um ponto nesse céu, e a narração traça caminhos entre elas, convidando quem escuta a encontrar outras histórias — e, talvez, um pouco da sua própria.

Alexander Jamieson · A Celestial Atlas, prancha 22 · 1822.
Acervo e imagem original ↗